sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um vôo como há muito eu não tinha...

Semana passada fiz um vôo em São Pedro como há muito não fazia. Pressão generosa de sudeste permitia a asa aproveitar qualquer bolinha que desprendesse do chão. As pretensões eram as mais humildes possível, aproveitar a condição e se divertir a valer no vôo, pousar no oficial e se divertir com a familia. Mal sabia eu que a diversão seria muito boa mesmo.

O macete todo do vôo era passar dos 1400 metros. Acima dessa altura o rendimento era espetacular e você conseguia passear pela região perdendo pouca altura.

No sábado peguei uma no bracinho a direita da rampa e fui até a base. Ela era tão forte e lisa que parecia um cafuné :)

No domingo eu decolei no entreciclos e quase pouso. Na curva ade aproximação com o cinto aberto eu peguei uma bolha que me lavou na base. Aí foi só alegria, fiz um passeio pela região pousando no oficial para o caminho para casa.

Na próxima vez irei com maldade no coração para uma tirada. :)

Algumas fotos do dia.

Montando a asa e a condição explodindo

Gigi ajudando papai a montar a asa

Estratosferado

Mais alto do que antes

Fim da festa

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Primeiro voo de 2014

Primeiro voo de 2014. A previsão mostrava um sul gordo em São Vicente, daqueles que sustenta qualquer coisa. O dia começaria com ventos calmos de oeste e giraria para sudeste ao longo do dia, ganhando velocidade a medida que girava.

Acordei com a patroa que desceriamos por volta do meio dia e decolaria lá pelas 15:00. A decisão se mostrou acertada e na hora da decolagem uma brisa de média velocidade deixava as coisas muito fáceis.

Decolagem foi tranquila e fácil, logo de saida ganhei uns 70 metros da rampa e depois do primeiro bordo já estava pra lá dos 200 acima da rampa. O voo foi o tradicional do lift de São Vicente com tráfego de parapentes.

O pouso foi um pouco conturbado. Sem ritmo de voo estou sem a noção de planeio da asa e quase fiz um strike na barraquinha de cervejas.

Abaixo umas imagens do voo no dia, até a próxima

Alto sobre a rampa

Gerenciando o tráfego

Familia que voa unida...


Na sombra da asa

Checagem antes do voo


Visual do voo


Era pra ter saido mais da baia na foto


Quem é a criança mais linda da rampa?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Feriado de Finados em Andradas

E chovia, chovia, chovia até que Pedrão resolveu dar uma trégua para a galera do Vôo e segurou a chuva. Não deu outra, desmarquei os compromissos (tinha um aniversário de um amigo do colégio da minha filha) e partimos para Andradas na sexta a tarde mesmo.

O horário de verão e o hábito de acordar cedo me permitiu chegar na rampa com tempo de sobra para a preparação. No final do dia este fato aliado a falta de ritmo de vôos faria uma grande diferênça.

Pois bem, naquela de hora de verão x hora de Deus fizemos os cáculos para decolar as 12:30, afinal de contas estamos na primavera e não tem porque esperar até as 14:30 para decolar.

Equipado, radio funcionando, resgate com rádio e aqui vamos nós! Belas formações enchiam o céu e o horizonte. Com uma decolagem tranquilissima mandei para a direita da rampa onde a galera já estava subindo. Os primeiros sinais de que algo não estava correto foram logo se mostrando. Alipio estava ralando em cima do pouso de NE sem conseguir subir, a cordilheira não oferecia grandes térmicas, apenas bolhas falhadas. Daniel estava comigo tentando se segurar e o Edson jogou pra trás na esperança de algo melhor.

Deixei o Alipio ralando em cima do pouso e voltei para a rampa na esperança de algo melhor pois os parapentes estavam subindo em cima da rampa. A decisão se mostrou acertada e consegui uma subida consistente, agora sim começou o voo pensei. A 1750m do mar, apenas 150m acima da rampa cheguei na base e pensei comigo mesmo, cara, hoje vai ser phoda. Dei de cauda para o vento e parti para o cross.

Parti para baixo seria a expressão correta. Ao pular a cordilheira fiquei quase a 100 metros do chão e passei 40 minutos tentanto não cair. Edson já tinha pousado e ao passar por cima dele fui atingido por turbulência pesada, resolvi que não pousaria e fiquei enrroscando bolhas que se desprendiam do pouso. Tinha certeza que se pousasse ali me machucaria ou quebraria alguma coisa.

Lá pelas tantas e praticamente tonto de tanto girar e com os ombros doendo, cheguei na base. Menção honrosa para o Daniel que tirou literalmente de 50 metros do chão e foi pra base.

A segunda peguei na entrada de Jardim, lisinha e gostosinha que levou a mim e um parapente para a base da nuvem novamente com direito a uma rápida entubada. A base continuava muito baixa, 1900 metros mas estava subindo. Neste dia chegaria a 2200, se o cabra estivesse com vontade de entubar batia uns 2400.

Toquei o bonde adiante indo em direção a Pinhal. No meio do caminho, encontrei uma turbulenta de dar nojo onde cometi o erro do vôo, sem ritmo de voo e já sem braços para segurar a asa abandonei a turbulenta para buscar algo mais liso a frente, acabei não encontrando nada e pousei na entrada de Pinhal em um arado enorme.

Não demorou muito tempo para a resgata e resgatinha me encontrarem e voltarmos para a pousada.

Daqui a pouco posto fotos e videos do dia.

até a próxima

domingo, 15 de setembro de 2013

Foto e Video do FDS

Gigi na foto com papai pronto para decolar


Decolagem. Apesar de levar a camera eu não tirei nenhuma foto...

sábado, 14 de setembro de 2013

Voltando a voar (e a pregar) como gente grande

Começou! Térmicas de 3 a 4m/s em andradas, no pico agudo há relatos de 8m/s subindo tudo. Sabado dia 7 muitos foram protestar outros foram voar e outros pregaram. Pois é, no dia em que todos absolutamente colocaram kilometros sob as asas eu preguei. O voo durou exatos 1:36 minutos de pura revolta comigo mesmo, pura avaliação errada.

Parado na rampa notei que o vento havia diminuido e os paracas voando na frente tinham dificuldade em subir. Esperei um pouco e mais um pouco quando notei 2 deles começando a enroscar a esquerda, decolei, joguei debaixo dos dois e com os dois pousei. Um pouco mais de paciência teria ajudado mas o mês e meio sem voar me deixou afoito e com vontade de voar, receita para coisas darem errado.

No dia seguinte o vento entrou de sul e neste lado eu tinha mais altura para, vamos dizer, errar. A ideia era realizar o triângulo Andradas, Ibitiura, Jardim e pousar no sul mesmo. Decolei e logo peguei uma na cara da rampa que me jogou na base, fui acompanhando a cordilheira na direção de Andradas mas não pegava nada de decente pelo caminho. Em cima das torres eu fiquei ciscando alguma coisa pois se tentasse passar pela cidade iria chegar do outro lado procurando pouso já.

Infelizmente fique uns 15 minutos no 0 a 0 e não saía do lugar então retornei para a rampa na esperança de fazer o triangulo ao contrario, começando por Jardim. No mesmo lugar onde havia começado o voo, girei-a novamente e fui a base. Mandei na direção de Jardim só pra ver o mundo afundar junto comigo.

A meio caminho de Jardim tive de fazer a escolha de continuar em frente e provavelmente pousar na beira da estrada ou voltar e tentar outra coisa. Decidi voltar mas afundei tanto e quando cheguei estava tão baixo e só me restou fazer a perna do vento e pousar no sul mesmo

Pelo menos o segundo vôo foi melhor que o primeiro.

Tracklog do voo: xc brasil

até a próxima.

sábado, 8 de junho de 2013

Sábado de SO moderado em São Vicente.

Depois de mais de um mês sem voar por causa do trabalho, a gente tem que sustentar o vício :) finalmente entrou de frente na baixada.

50 Minutos de higiene mental no lift de São Vicente para limpar a mente, abaixo fotos e um vídeo da decolagem


Patroa me flagrou fazendo o pré-flight



sábado, 13 de abril de 2013

Dobrando o Para-quedas de emergência.

Final de semana passado eu tirei para redobrar o para-quedas de emergência. Temos que fazer isso de ano em ano para prevenir mofo, substituir as travas de borracha que podem ressecar e impedir a abertura do para-quedas e para tirar a estática que pode impedir a abertura dos paineis.

Sempre que dobro o para-quedas fico na dúvida se o fiz corretamente e se ele abriria em uma eventual necessidade. Pois bem, sábado passado, pedi a ajuda da patroa para lançar o pacote no playground do prédio em que moro. Eu geralmente jogo o pacote ele destrava e o canopi fica estendido no chão. Só que dessa vez estava batendo uma brisinha que abriu o para-quedas e quase leva a patroa embora.

Bom, pelo menos agora eu sei que ele funciona :)

Depois de um dia arejando e limpando os paineis, no domingo de manha eu o dobrei e coloquei de volta no cinto.

Abaixo algumas fotos do processo


Bullet com o receptaculo do paraquedas aberto



O pacote recem removido do bulet, já sem as travas.



Paraquedas já dobrado, pronto para a colocação das travas.



Pacote fechado pronto para a instalação on bullet