sábado, 13 de abril de 2013

Dobrando o Para-quedas de emergência.

Final de semana passado eu tirei para redobrar o para-quedas de emergência. Temos que fazer isso de ano em ano para prevenir mofo, substituir as travas de borracha que podem ressecar e impedir a abertura do para-quedas e para tirar a estática que pode impedir a abertura dos paineis.

Sempre que dobro o para-quedas fico na dúvida se o fiz corretamente e se ele abriria em uma eventual necessidade. Pois bem, sábado passado, pedi a ajuda da patroa para lançar o pacote no playground do prédio em que moro. Eu geralmente jogo o pacote ele destrava e o canopi fica estendido no chão. Só que dessa vez estava batendo uma brisinha que abriu o para-quedas e quase leva a patroa embora.

Bom, pelo menos agora eu sei que ele funciona :)

Depois de um dia arejando e limpando os paineis, no domingo de manha eu o dobrei e coloquei de volta no cinto.

Abaixo algumas fotos do processo


Bullet com o receptaculo do paraquedas aberto



O pacote recem removido do bulet, já sem as travas.



Paraquedas já dobrado, pronto para a colocação das travas.



Pacote fechado pronto para a instalação on bullet
 

domingo, 31 de março de 2013

Fotos do feriado voando...


Alto sobre Santo Antônio do Jardim



Espirito Santo do Pinhal



Alto sobre Pinhal olhando na direção de São João



Chegando em São João da Boa Vista


Pousado próximo a São João explicando a resgata e resgatinha como me encontrar



O arado em que eu pousei perto de São João

Pascoa 2013 em Andradas

Fazia tempo que não via a rampa de Andradas tão cheia. Chegamos por volta das 10:00, o vento ligeiramente de NE e céu azul. Urubu velho do pico montei a asa perto da rampa sul já esperando a virada do vento.

O céu começou a formar cedo, o Fabio decolou de duplo de parapente e estampou colado na cordilheira. Marião veio logo atrás mas ele não teve a mesma sorte e foi direto para o pouso. Eu era o próximo na fila de decolagem e fiquei na rampa, engatado e equipado, sorte que estava frio senão ia derreter de tanta roupa. 

Fiquei marcando 2 paramentes que lutavam para subir mas sem muito sucesso e lá pelas tantas um paraca deles começa a subir forte sobre o pouso sul e eu não tenho dúvidas, decolo e vou pra cima dele. O paraca abandona a térmica os urubus que estava com ele batem asas e eu mando meio mundo a merda. A partir daí e pela próxima meia hora fiquei batalhando, ralando, apostando e acertando umas e errando outras para evitar um pouso precoce.

Decolei a 1:15 e lá pelas 2 da tarde engato em uma lisa sobre o matadouro perto do pouso sul que me levou a 2400, cara que alivio e que frio mas eu estava no vôo de novo, chega de enrolação, vamos para o cross.

O plano era fazer um triângulo de 100Km: Andradas, Mogi, Aguai, Andradas mas o tempo gasto lutando com a saída já me tirou parte do ânimo. 

A condição claramente tinha 2 camadas, sustentação espetacular na camada mais alta e afundamento absurdo nas camadas mais próximas ao solo.

Durante a tirada outro evento que me mostrou que a coisa não seria fácil, o vento estava de sul. Engatei em uma forte sobre pinhal cuja deriva me empurrou de volta para o pouso sul. Continuei forçando o contra-vento e entre as cidades de pinhal e jardim centrei outra que a deriva me deixou em jardim novamente. Essa seria a tônica desta perna do vôo, contra vento e deriva de termal me trazendo de volta, fazia tempo que não caçava e soltava o CG com a freqüência.

Ralei muito pra chegar em Pinhal e quando percebi a hora (15:30) sabia que não conseguiria fechar o triângulo de 100 sem um substancial milagre. Resignado, resolvi alterar os planos para um triângulo mais modesto. Andradas, Pinhal, São João, Andradas.

Sobre o campo de pouso dos Irmãos Ribeiro em Pinhal, aproei norte e fui em direção a São João. Como era a primeira vez que fazia essa rota, não conhecia os gatilhos e estava tateando, identificando gatilhos mas a eficiência deles não era a mesma da primeira perna. A meio caminho de São João eu quase pousei mas fui salvo pelos aerobus que birutaram uma salvadora atras do pouso.

Depois dessa, a condição começou a fraquejar e eu a testar um monte de pequenas bolha sem conseguir pegar nada que prestasse no caminho até a cidade. Olhava na direção de Andradas, com a altura que estava não conseguiria chegar ao pouso sul e no meio do caminho umas roubadas enjoadas me davam medo e com patroa e patroinha no resgate uma coisa era certa, eu não seria encontrado tão facilmente.

Fiquei tentando encontrar algo sempre no cone do aeroporto de São João até que por volta das 16:00 a condição finalmente apagou e o ar ficou liso, dei uns bordos sobre um arado ao lado do aeroporto alinhei e pousei.

Patroa e Patroinha me encontraram as 17:30 e voltamos para a pousada.

é isso ae pessoal, amanha tem mais.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Primeiro Voo de 2013

Achei que fosse demorar mais mas no meio de janeiro de 2013, eu realizei o primeiro voo do ano. Não contava com um voo tão cedo no estado de São Paulo pois a ZCAS estava a toda trazendo chuva para a região sudeste.

O voo foi em uma sexta, eu fiquei corujando a condição desde terça. A umidade ia descendo mas a direção do vento não mostrava sinais de melhora continuava firme de SW. A decolagem de SW em São Vicente é considerada traiçoeira pois o vento entra com força mas sem "pressão". Você corre a asa sai do seu ombro e quando chega no fim da rampa ela simplesmente desaba dando um susto no pessoal.

E assim foi minha decolagem. Corri feito um condenado, a asa saiu do meu ombro e no fim da rampa afundei tudo. Raspei os pés na mata logo abaixo e alcei voo, obrigado Senhor.

Abaixo um videozinho da decolagem.



O voo não foi nada de mais, lift na montanha com pequenas bolhas se desprendendo, serviu para afinar os braços para as condições mais fracas de resto 200m acima da rampa durante uns 50 minutos e depois para o pouso.

Serviu para remover as teias de aranha da vela, treinar uma decolagem e um pouso.

Abaixo algumas fotos do dia.



Gigi ajudando o Pai nos preparativos



Vista da rampa do Itararé em São Vicente

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Voltando a Voar em 2012

No ano de 2012 eu fiz apenas 4 voos. O trabalho me drenou uma parcela grande do tempo. Passado o stress retornei aos voos neste domingo.

Lestada em Santos, cabo na rampa, voo turbulento paka. Aguentei 30 minutos e fui para o pouso na praia, errei o tempo do stall ainda bem que estava ventando :)

No dia seguinte meus braços doiam. Preciso voar mais :/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Francis Gary Powers

Piloto do U2 abatido sobre território sovietico é dado como autor do texto que este vídeo reproduz em portugues.

Se realmente foi escrito pelo Powers eu não sei mas é a síntese mais espetacular do que é ser um aviador.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Primeiro voo depois da pneumonia

3 Meses, uma pneumonia e Deus sabe quantos remédios depois, estou de volta aos ares. Perdi 8 kilos quando estava doente e passei para baixo do limite minimo de peso para a asa, como resultado girar termica com 1/4 de cg que no passado era moleza, nesse voo foi uma luta. Tinha engordado uns 4 kilos mas acho que preciso de no minimo mais uns 2.

No final das contas foi um voo prego de no maximo uns 15 minutos. Nada de espetacular, apenas o fato de ter conhecido o pouso norte pela primeira vez.

Abaixo, um videozinho da decolagem com narração da Gi e umas fotos do dia.


Decolagem com comentários da Gi...


Gigi ensaiando os primeiros passos :) 



Durante a montagem da asa eu coloquei o meus óculos na grama e não peguei eles novamente. Quase de noite voltei na rampa para pega-los e pude ver o sol se por, lindo.



Mais por do sol.



Quando o dia vai terminando, entra uma pressão de NE tao liso mas tao liso que permite uma otima higiêne mental.



O Domingo começou assim...



E terminou assim...

Bom, vou ali engordar, na próxima fazemos um voo melhor...