segunda-feira, 21 de março de 2016

Uma Tirada-Prego

Chegamos meio tarde no Pico Agudo, um monte de asas e parapentes montados na rampa, fui montar a minha lá no fundo no meio de um monte de asas, chegar tarde em uma rampa pequena tem desses problemas

A condição começou boa mas foi se deteriorando, a quantidade de asas para decolar não me deixou decolar na melhor hora, quem decolou primeiro fez um voaço. Tive que esperar quase a fila toda partir e quando chegou minha vez não tinha praticamente sustentação nenhuma.

Quando decolei, decidi que iria provocar o planeio da asa e ver até onde eu ia. Fui variando o CG até conseguir o melhor planeio da asa e mantive a velocidade no best glide informado no manual. Resultado, 18 km de planeio, vejam o vídeo abaixo.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Turbulência e tráfego pesado...

Outro final de semana, outro vôo. Queria estar no campeonato paulista mas a $$$ não permitiu, então fomos tomar sacode na praia.

Existem diferenças de velocidades, raios de giro, formas de pilotagem, campos de visão entre parapentes e asas delta que tornam a convivência em um espaço aéreo restrito... estressante.

Esse vôo tenho que admitir que foi tenso, muitos parapentes no lift, pelo menos treinei em condições de voo adversas, coisa que não fazia há muito tempo.

Curtam e até a próxima.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Voltando as atividades..

Faz tempo que esse blog anda parado. Na tentativa de mudar esse panorama, aproveitei a deixa que São Pedro deu nesses dias chuvosos e fui até São Vicente tirar o pé do chão e fazer uma higiene mental há muito necessária.

O vôo não teve nada demais, lift para lá para cá, algumas investidas na santa sem retorno e 1 hora de voo depois, pouso.

Aproveitei para colocar a câmera na quilha da asas e produzi um filmezinho, aproveitem



Até a próxima.

Hamilton

quinta-feira, 16 de abril de 2015

São Vicente no feriado da Pascoa

Voo bom com aprendizado bom. Lestada em São Vicente com virada de vento para Nordeste no fim do dia. Engarrafamentozinho básico para a abaixada e decolagem com cabo.

Foi um voo muito bom, típico de condições de cobertura total de nuvens altas. A sustentação era espetacular e a asa cruzava o céu sem perder 1 metro.

Levei 1 hora brincando entre a rampa, o Santa e dando umas esticadas no meio da cidade. Quando começou a virar mais Nordeste e ficar turbulento eu decidir ir para o pouso.

Fazia tempo que não usava o arrasto e uma experiência mal sucedida de pouso com arrasto na praia no passado onde o mesmo não abriu me forçou a algumas modificações no engate no cinto. Pois bem cinto aberto, final de pouso, a asa na altura correta, lanço o arrasto e ele começa a fazer efeito. Dois segundos de arrasto aberto tomo uma desinflada no lado direito que faz a asa descer como uma pedra de bico para o chão. A coisa foi tão violenta que eu não consegui descapotar e vi o chão se aproximando em uma posição incômoda. Há 10 metros do chão a asa recupera e pouso tranquilamente.

Nesse voo consegui afiar o braço em condições que estava enferrujado. Consegui voar em uma condição forte. Usei o arrasto, algo que não usava há quase 1 ano. Recuperei de uma condição adversa coisa que também há muito tempo não fazia.

O incidente arrasto + desinflada durou um total de 11 segundos! A bordo pareceu 11 minutos, veja o vídeo abaixo


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um vôo como há muito eu não tinha...

Semana passada fiz um vôo em São Pedro como há muito não fazia. Pressão generosa de sudeste permitia a asa aproveitar qualquer bolinha que desprendesse do chão. As pretensões eram as mais humildes possível, aproveitar a condição e se divertir a valer no vôo, pousar no oficial e se divertir com a familia. Mal sabia eu que a diversão seria muito boa mesmo.

O macete todo do vôo era passar dos 1400 metros. Acima dessa altura o rendimento era espetacular e você conseguia passear pela região perdendo pouca altura.

No sábado peguei uma no bracinho a direita da rampa e fui até a base. Ela era tão forte e lisa que parecia um cafuné :)

No domingo eu decolei no entreciclos e quase pouso. Na curva ade aproximação com o cinto aberto eu peguei uma bolha que me lavou na base. Aí foi só alegria, fiz um passeio pela região pousando no oficial para o caminho para casa.

Na próxima vez irei com maldade no coração para uma tirada. :)

Algumas fotos do dia.

Montando a asa e a condição explodindo

Gigi ajudando papai a montar a asa

Estratosferado

Mais alto do que antes

Fim da festa

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Primeiro voo de 2014

Primeiro voo de 2014. A previsão mostrava um sul gordo em São Vicente, daqueles que sustenta qualquer coisa. O dia começaria com ventos calmos de oeste e giraria para sudeste ao longo do dia, ganhando velocidade a medida que girava.

Acordei com a patroa que desceriamos por volta do meio dia e decolaria lá pelas 15:00. A decisão se mostrou acertada e na hora da decolagem uma brisa de média velocidade deixava as coisas muito fáceis.

Decolagem foi tranquila e fácil, logo de saida ganhei uns 70 metros da rampa e depois do primeiro bordo já estava pra lá dos 200 acima da rampa. O voo foi o tradicional do lift de São Vicente com tráfego de parapentes.

O pouso foi um pouco conturbado. Sem ritmo de voo estou sem a noção de planeio da asa e quase fiz um strike na barraquinha de cervejas.

Abaixo umas imagens do voo no dia, até a próxima

Alto sobre a rampa

Gerenciando o tráfego

Familia que voa unida...


Na sombra da asa

Checagem antes do voo


Visual do voo


Era pra ter saido mais da baia na foto


Quem é a criança mais linda da rampa?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Feriado de Finados em Andradas

E chovia, chovia, chovia até que Pedrão resolveu dar uma trégua para a galera do Vôo e segurou a chuva. Não deu outra, desmarquei os compromissos (tinha um aniversário de um amigo do colégio da minha filha) e partimos para Andradas na sexta a tarde mesmo.

O horário de verão e o hábito de acordar cedo me permitiu chegar na rampa com tempo de sobra para a preparação. No final do dia este fato aliado a falta de ritmo de vôos faria uma grande diferênça.

Pois bem, naquela de hora de verão x hora de Deus fizemos os cáculos para decolar as 12:30, afinal de contas estamos na primavera e não tem porque esperar até as 14:30 para decolar.

Equipado, radio funcionando, resgate com rádio e aqui vamos nós! Belas formações enchiam o céu e o horizonte. Com uma decolagem tranquilissima mandei para a direita da rampa onde a galera já estava subindo. Os primeiros sinais de que algo não estava correto foram logo se mostrando. Alipio estava ralando em cima do pouso de NE sem conseguir subir, a cordilheira não oferecia grandes térmicas, apenas bolhas falhadas. Daniel estava comigo tentando se segurar e o Edson jogou pra trás na esperança de algo melhor.

Deixei o Alipio ralando em cima do pouso e voltei para a rampa na esperança de algo melhor pois os parapentes estavam subindo em cima da rampa. A decisão se mostrou acertada e consegui uma subida consistente, agora sim começou o voo pensei. A 1750m do mar, apenas 150m acima da rampa cheguei na base e pensei comigo mesmo, cara, hoje vai ser phoda. Dei de cauda para o vento e parti para o cross.

Parti para baixo seria a expressão correta. Ao pular a cordilheira fiquei quase a 100 metros do chão e passei 40 minutos tentanto não cair. Edson já tinha pousado e ao passar por cima dele fui atingido por turbulência pesada, resolvi que não pousaria e fiquei enrroscando bolhas que se desprendiam do pouso. Tinha certeza que se pousasse ali me machucaria ou quebraria alguma coisa.

Lá pelas tantas e praticamente tonto de tanto girar e com os ombros doendo, cheguei na base. Menção honrosa para o Daniel que tirou literalmente de 50 metros do chão e foi pra base.

A segunda peguei na entrada de Jardim, lisinha e gostosinha que levou a mim e um parapente para a base da nuvem novamente com direito a uma rápida entubada. A base continuava muito baixa, 1900 metros mas estava subindo. Neste dia chegaria a 2200, se o cabra estivesse com vontade de entubar batia uns 2400.

Toquei o bonde adiante indo em direção a Pinhal. No meio do caminho, encontrei uma turbulenta de dar nojo onde cometi o erro do vôo, sem ritmo de voo e já sem braços para segurar a asa abandonei a turbulenta para buscar algo mais liso a frente, acabei não encontrando nada e pousei na entrada de Pinhal em um arado enorme.

Não demorou muito tempo para a resgata e resgatinha me encontrarem e voltarmos para a pousada.

Daqui a pouco posto fotos e videos do dia.

até a próxima